O QUE CONTROLA SUAS EMOÇÕES?

Nossas Emoções, ou Estados, são determinados por três elementos principais. Você sabe quais são?

Quando falamos sobre Estados, ou Emoções, temos três fatores principais que determinam qual estados vamos viver, isso em todo momento. São esses os três determinantes:

O QUE CONTROLA SUAS EMOÇÕES? - SILAS NEVES
FISIOLOGIA
O primeiro desses determinantes é a nossa fisiologia, ou seja, a nossa expressão corporal. Um exemplo para podermos compreender isso facilmente é quando pensamos em adolescentes. A ideia não é generalizar, entretanto, a maioria dos seres humanos passa por uma fase na adolescência onde o humor e a fisiologia andam de mãos dadas, e isto é facilmente perceptível. 
 
Normalmente a tendência é tédio, falta de ânimo, querem ficar em suas camas ou trancados no quarto, e a fisiologia é de ombros caídos, cara de cansado, movimentos lentos, como se estivessem realmente sem força para nada. 
 
Porém, se pararmos para pensar em um atleta, nitidamente perceberemos que a fisiologia é completamente diferente. Tomemos um jogador de futebol durante um jogo como exemplo. Sua postura é mais aberta, está atento à bola e aos outros jogadores, parece estar sempre à espreita, esperando o momento de poder mostrar seu talento. Mesmo quando está cansados, é diferente de um adolescente cansado. 
 
E, se observarmos, vamos perceber que não existe um jogador profissional com postura de adolescente entediado, bem como não existe um adolescente entediado com a expressão corporal de um jogador profissional.
Isso porque a fisiologia está intimamente ligada ao nosso estado. E quando mudamos o nosso estado, mudamos nossa fisiologia. Porém, o contrário também é verídico: Quando mudamos nossa fisiologia, mudamos o nosso estado. 
 
Quando você muda a sua postura, automaticamente você muda o seu estado. Você pode experimentar fazer a clássica postura da mulher maravilha ou do super homem, que é: “Cabeça erguida, mãos na cintura e costas eretas.”
De acordo com as pesquisas da psicóloga social Amy Cuddy, a boa postura é capaz de aumentar a secreção de hormônios relacionados à autoestima e autoconfiança. 
 
Faça essa postura por alguns minutos e você perceberá a diferença.
O mesmo efeito da postura interferir no estado emocional ocorre também se você chegar em um lugar de cabeça baixa e com ombros arqueados para a frente. Você simplesmente entrará em um estado de baixo autoestima e pouca confiança para se relacionar com as pessoas.


REPRESENTAÇÕES INTERNAS
Quando falamos de representações internas, temos que nos relembrar do pressuposto de que as pessoas não respondem à realidade, mas respondem à percepção da realidade. E as percepções que temos formam nossas representações internas sobre as situações. 
 
Porém, se estamos conscientes disso, podemos assumir que aquilo que pensamos sobre as pessoas e as situações, nem sempre é a verdade.
É como em uma situação onde a mulher chega em casa e não encontra o seu marido. Diante dessa situação ela começa a pensar diversas coisas e fica preocupada, estressada, nervosa etc. Porém, dez minutos depois, ela descobre que ele estava tirando um cochilo na cama, e não acordou quando ela chegou. 
 
Ou seja: Deixamos, facilmente e naturalmente, nos conduzir pelas nossas representações internas, ao invés de avaliarmos o que realmente está acontecendo. 
 

LINGUAGEM
E o terceiro determinante do estado é a nossa linguagem, ou seja, a forma como nos comunicamos com as pessoas. E esse determinante tem dois ângulos diferentes pelo qual devemos entendê-lo. 
 
O primeiro é o vocabulário e que usamos para nos comunicar com as pessoas. A forma como nos expressamos pode nos trazer sentimentos de raiva, ódio, compaixão, calma etc. Perceba como há uma grande diferença emocional nas falas: “Aquele idiota me traiu. Ele não fez o que prometeu” e “Deve ter acontecido algo com o fulano, pois ele não fez o que tinha falado que ia fazer”. Ambas frases se referem à mesma situação, entretanto, ambas geram estados completamente diferentes. 

E o segundo ângulo é a forma que utilizamos para falar com nós mesmos. Imagine por exemplo uma pessoa que fracassa na primeira tentativa (como todo mundo) e começa a dizer para si mesmo: “Você é um idiota, você nunca vai conseguir.”. Esse estado é completamente diferente de um estado onde a pessoa pensa: “Eu errei, e isso só quer dizer que eu tenho que me esforçar mais”

Logo, se queremos assumir o controle das nossas vidas e aumentar significativamente nossa chance de ter sucesso, nós precisamos simplesmente assumir o controle dos determinantes dos nossos estados. Pois ao controlá-los, podemos controlar nossos estados e mudar nossas resultados. 
 
Assuma o controle da sua fisiologia, avalie como você está interpretando as situações e molde a sua comunicação. Esse são os mecanismos necessários para iniciar uma transformação profunda na própria vida.

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